sábado, 21 de janeiro de 2017

Diplomata brasileiro diz que o Estado é sócio das facções: “Os parlamentares são comprados pelo crime”



Após a morte de 87 detentos nos presídios do Amazonas e Roraima, Paulo Sérgio Pinheiro, diplomata, especialista em direitos humanos e chefe de uma comissão da ONU que investigou a guerra na Síria, disse:

“Há conluio do Estado brasileiro com as organizações criminosas”

Pinheiro destacou que “não há interesse por parte do atual governo, dos empresários e nem tão pouco dos parlamentares comprados por organizações criminosas em mudar essa situação”.

“O que aconteceu nas prisões é só a ponta do iceberg do tráfico de drogas, da lavagem de dinheiro e da impunidade generalizada em relação às organizações criminosas.”

O diplomata se mostrou assustado com a ‘banalização’ das execuções, principalmente por parte dos políticos:

“Somente em Manaus, decapitaram 30 pessoas e o governador alegou que essas pessoas não eram santos. Em Palmíria (na Síria) ocorreram 5 decapitações e o mundo ficou horrorizado”

Após rebeliões e confrontos entre Facções em Manaus outras novas se seguiram em vários estados do país como o de Alcaçuz no RN que já dura uma semana.


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