domingo, 30 de outubro de 2016

Vulcão Cumbre Vieja ameaça o Brasil com Mega Tsunami


Todos os anos, nos deparamos com notícias de novos furacões, tornados, terremotos e outros desastres naturais atingindo o mundo. Embora algumas áreas sejam afetadas com mais freqüência por estas catástrofes naturais do que outras, a maioria das pessoas teme condições meteorológicas extremas – aqui no Brasil

Desde 2001, que cientistas alertam que uma futura erupção do instável Vulcão Cumbre Vieja em La Palma (uma ilha das Ilhas Canárias) poderia causar um imenso deslizamento de terra para dentro do mar. Nesse potencial deslizamento de terra, a metade oeste da ilha (pesando provavelmente 500 bilhões de toneladas) iria catastroficamente deslizar para dentro do oceano.

Esse deslizamento causaria uma megatsunami de cem metros que devastaria a costa da África noroeste, com uma tsunami de trinta a cinqüenta metros alcançando a costa leste da América do Norte muitas horas depois, causando devastação costeira em massa e a morte de prováveis milhões de pessoas. Especula-se também acerca da possibilidade de tal cataclisma atingir a costa norte e nordeste brasileira, fato que desperta a preocupação de algumas autoridades, tendo em vista a inexistência de qualquer mecanismo de prevenção de tsunamis no Brasil.

Simon Day, da University College London, e Steven Ward, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, preveem que o vulcão Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias, vá entrar em erupção e criar o maior tsunami da história. Em seu artigo conjunto sobre o tema, lançado em 2001, Day e Ward levantaram a hipótese de que uma ruptura na estrutura do vulcão ocorreu durante sua última erupção, fazendo com que o lado esquerdo tenha se tornado particularmente instável.

Se o Cumbre Vieja entrar em erupção novamente, o seu lado esquerdo se transformaria em um grande deslizamento de terra que causaria o maior tsunami na história da humanidade. Eles deduziram que a onda monstruosa avançaria a 800 quilômetros por hora, com 100 metros de altura em seu primeiro impacto com a terra, e chegaria à Flórida nove horas depois de ser criada. 

Vale notar, no entanto, que essa é a pior situação possível. Se um deslizamento de terra causado por uma erupção no Cumbre Vieja vier a acontecer, é mais provável que toda aquela massa de terra não cairia no mar de uma só vez. Um deslizamento de terra mais fragmentado poderia não causar um tsunami recorde. 


SIMULAÇÃO

2 minutos após o deslizamento: a área de terra que se desprende e se esparrama pelo leito do Atlântico (em branco) é de 3.456km² e tem peso estimado em 500 bilhões de toneladas, caindo ao mar à velocidade de 350km/h. A onda (em vermelho) seguirá na mesma direção e se espalhará pelos lados. O deslizamento inteiro vai durar 10 minutos.

5 minutos após o deslizamento: conforme o material for se depositando no fundo do mar, o nível deste se elevará, e a água começará a se espalhar pelo oceano, seguindo principalmente na direção oeste.

15 minutos após o deslizamento: a maior parte da onda dirige-se para a América, mas uma parte dá a volta e atinge as ilhas de El Hierro e La Gomera.

30 minutos após o deslizamento: a onda atinge a ilha de Tenerife, e continua se dirigindo circularmente para todos os lados, com maior força para a América.

1 hora após o deslizamento: o maremoto atinge a ilha da Madeira e chega ao litoral da África, no Saara Ocidental.

3 horas após o deslizamento: o arquipélago dos Açores e a parte mais ocidental da Europa (Portugal e Espanha) já foram atingidos, enquanto a onda avança em direção à Inglaterra e está à meio caminho do continente americano.

6 horas após o deslizamento: todo o litoral norte da América do Sul – incluindo as cidades brasileiras de Belém, São Luís e Fortaleza – e a parte mais oriental das Antilhas serão atingidas pelo maremoto. Mais 01 hora e a onda chegará à costa dos EUA.



Assista o vídeo abaixo:




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